terça-feira, 21 de julho de 2009

HÁ TANTO TEMPO QUE TE AMO

Existem alguns títulos que nos chamam atenção, este é um deles. Quem não gostaria de ver um filme que de saída diz: há tanto tempo que amo...(escutos os suspiros)mas será que amamos mesmo há tanto tempo para ser levados para o cinema e se dedicar ao espetáculo de ver uma história que não é nossa. Um bom título, um bom cinema e muita pipoca fazem muita diferença para suportar os 115 minutos do filme. Mais do mesmo mais uma vez. Assim caminha o cinema, ou melhor, não caminha, roda.
Há tanto tempo que te amo.Direção: Philippe Claudel,França-Alemanha, 2008-115 minutos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

MESA DE BAR

MESA DE BAR
Mesa de bar
É lugar para tudo que é papo da vida rolar
Do futebol, até a danada da tal da inflação
É coração, fantasia e realidade
É um ideal paraíso adonde nós fica a vontade

Mesa de bar
É cerveja suada matando a pau o calor
Vamos cantar aquela cantiga que fala da luta e do amor
Mas antes brindar em homenagem
Aqueles que já não vem mais
Saúde pra gente, moçada, que a gente merece demais
Em torno de um copo a gente inventa um mundo melhor
A dona birita levanta a moral de quem está na pior
A água da mágoa se enxuga no pano daquela toalha
Pra acabar com a tristeza
Esse remédio não falha
Na mesa de um bar todo mundo é sempre o maior
Todo mundo derrama as tintas da sua alegria
Copos batendo na festa da rapazeada
Se bem que a gente não esquece que a barriga anda meio vazia
É que mesa de bar é onde se toma um porre de liberdade
Companheiros em pleno exercício de democracia
Mesa de bar é onde se toma um porre de liberdade
E companheiros em pleno exercício de democracia

O ENIGMA

Não esqueço de uma noite fria em que um homem tomava sua cerveja no bar da esquina, na época denominado de quiosque, nome estranho. O sujeito aparentava ter uns trinta e poucos anos, cabelos brancos e um resto de barba. Sentamos na mesa vizinha, um velho camarada que estava comigo disse: O que leva alguém a tomar uma cerveja sem companhia? Será que foi abandonado por alguém? Talvez tenha perdido a namorada? Para meu camarada, tomar uma cerveja "sem ninguém" era "fim de carreira" e que isto um dia deveria acontecer com ele, mas tentava evitar, sempre tinha amigos dividindo sua mesa.Mas preferiu rir da situação e tentar descobrir o que levou o senhor da mesa esquecida no bar da esquina a tomar sua cerveja sem maiores preocupações. Depois da segunda cerveja, o homem se levantou e pagou sua conta sem nada dizer, também não perguntamos. Outras distrações surgiram na noite, era dia de jogo do palmeiras, uma vitória sobre o Marília levaria o time de volta para seu devido lugar. Terminamos nossas cervejas, vitória do palmeiras e noite de festa. E o sujeito da mesa do lado, do "fim de carreira" sumiu de nossas vidas até reaparecer ontem.

sábado, 4 de julho de 2009

Voltei Americanizada 1 ?

Entre um filme e outro estamos sendo obrigados a assistir uma peça publicitária filmada em um aeroporto da cidade de São Paulo. Estrela do filme, Gisele Bundchen desfila pelo salão até que um sofá aparece para que seus pés possam descansar. Um controle remoto, multidão estarrecida e jogadores de futebol americano aparecem também, grandalhões e com suas vestimentas de jogo correm pelo saguão. Não fosse o país do futebol, terra de Ronaldo, Zico, Sócrates, Ademir da Guia eu entenderia tal propaganda, mas no Brasil não dá. Gisele sentada no sofá vermelho, com um jeans básico, uma camisa branca e colete preto assiste futebol americano, guerreiros chineses e outras coisas do mundo dá uma idéia de como a moça é cosmopolita, porém estamos em São Paulo, ou melhor no Brasil e nem uma cena de filme nacional, nem uma partida do palmeiras, nada. No auge da carreira, Carmem Miranda, nossa estrela maior estava radicada nos Estados Unidos, revoltados os brasileiros, após escutarem uma canção em inglês, vaiaram nossa estrela acusando a pobre cantora de esquecer seu país depois de viver tanto tempo nas terras do Tio Sam. Dias depois Carmem apareceu com um samba novo, carregado no sotaque sulista, como falava o presidente da época. A letra da música era: Disseram que eu voltei americanizada Com o burro do dinheiro Que estou muito rica Que não suporto mais o breque do pandeiro E fico arrepiada ouvindo uma cuíca E disseram que com as mãos Estou preocupada E corre por aí Que eu sei certo zum zum Que já não tenho molho, ritmo, nem nada E dos balangandans já não existe mais nenhum Mas pra cima de mim, pra que tanto veneno Eu posso lá ficar americanizada Eu que nasci com o samba e vivo no sereno Topando a noite inteira a velha batucada Nas rodas de malandro minhas preferidas Eu digo mesmo eu te amo, e nunca I love you Enquanto houver Brasil Na hora da comida Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu Bom, Carmem voltou com tudo, calaram os críticos. Pudera. Agora, esta propaganda da Gisele lembra um pouco esta história, mas o sotaque no momento não é o sulista, este a moça tem. Será que vem outro por aí.
video

Disseram que eu voltei americanizada

Com o burro do dinheiro

Que estou muito rica

Que não suporto mais o breque do pandeiro

E fico arrepiada ouvindo uma cuíca

E disseram que com as mãos

Estou preocupada

E corre por aí

Que eu sei certo zum zum

Que já não tenho molho, ritmo, nem nada

E dos balangandans já não existe mais nenhum

Mas pra cima de mim, pra que tanto veneno

Eu posso lá ficar americanizada

Eu que nasci com o samba e vivo no sereno

Topando a noite inteira a velha batucada

Nas rodas de malandro minhas preferidas

Eu digo mesmo eu te amo, e nunca I love you

Enquanto houver Brasil

Na hora da comida

Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu

sexta-feira, 3 de julho de 2009

CANTORAS DO RÁDIO


O Documentário CANTORAS DO RÁDIO merece ser visto pelos amantes da noite e da boa música. O filme é uma aula de história do Brasil, possibilitando que uma parte da nossa cultura musical possa ser olhada de uma forma diferente. Se o filme peca por deixa de fora uma quantidade de mulheres que também cantaram nos rádios deste país chamado Brasil, cujo estilo de música não era o do Copacabana Palace de seus frequentadores, ele nos brinda com o retorno de divas da canção. Se Paulo Vanzolini é a cara de São Paulo com o seu UM HOMEM DE MORAL, AS CANTORAS DO RÁDIO representam um Rio de Janeiro dos sonhos de muita gente, que parece estar escondido ali bem perto do palcos da Rádio Nacional.
CANTORAS DO RÁDIO, direção de Gil Baroni, 2009.
site: www.cantorasdoradio.com.br

quinta-feira, 2 de julho de 2009

UM HOMEM DE MORAL


O documentário sobre Paulo Vanzolini merece ser visto por quem gosta de cinema, simples e bonito. O autor de Ronda (ou Honda para os amantes da noite paulistana) nos brinda com uma série de outras histórias sobre música, poesia e sobre São Paulo. Ainda tem Boca da Noite, quem nunca escutou esta canção nos bares da noite ou cantou um dia no chuveiro.

O filme tem direção de Ricardo Dias, 84 minutos, 2009.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Trivial

Acabo de tomar um café com o velho e bom amigo Edgar em Pelotas. Dois pingados, duas horas, dois anos e dois dias depois acabo de tomar o café. O gosto era estranho, não estava amargo ou velho, talvez vencido, superado ou suprimido. De volta para o Hotel, passagem na gelateria, papéis avulsos, olhos claros. Nada era diferente, meu amigo estava mais magro e com menos cabelo, bobagem, talvez até estivesse mais gordo e cabeludo, que difença isto faz, nenhuma. O café sim, enfim terminanos.